Prevent Senior determina que médicos prescrevam medicamentos sem eficácia a pacientes de Coronavírus

Por Lívia Tomazelli e Nathália Mello, Do G7 On

São Paulo 13/04/2021 | 6h

A rede de saúde Prevent Senior, está na mira do Ministério Público de São Paulo.
A operadora estaria pressionando seus médicos a prescreverem medicamentos de eficácia não comprovada, no combate a Covid-19.
Além da prescrição do chamado Kit Covid, que tem Cloroquina e Ivermectina, e que não são eficazes no combate a doença,
outros fármacos de mesma situação estão sendo indicados.

Um deles um medicamento para uso de câncer de próstata, que estava na mira da Anvisa por efeitos colaterais graves em mulheres jovens que o tomaram como possível impedimento
de queda de cabelo.
O medicamento teria feito com que essas pacientes, fossem para a fila de transplante por sua ação destruidora no fígado das pacientes até então saldáveis.

No caso de pacientes da Prevent Senior, a maior parte é composta por idosos.
A operadora de saúde nega as acusações.
E reitera que segue protocolos, salva vidas e não obriga médico nem um a seguir qualquer orientação.
A realidade é diferente da afirmação.

Conversas de Whatsapp entre médicos em um grupo da operadora, as quais o G7 On teve acesso, mostram o assédio de diretores da Prevent, contra os profissionais de saúde.
Em uma das mensagens, um diretor deseja aos médicos um bom plantão no dia,
e relembra para que não se esquecessem de prescrever uma medicação, dando a dosagem e até de quanta em quantas horas deveria ser ministrada.

O Ministério Público estadual, teve acesso as informações a partir de denúncia anônima.
Desde 24 de março, o Promotor da Saúde de São Paulo, analisa documentos, mensagens e outras informações, entre médicos da Prevent Senior.